Bruno da Silva Oliveira
Uma sequência didática do conteúdo de Ácidos e Bases de Arrhenius envolvendo aspectos da avaliação formativa no contexto das aulas de química da Educação Básica.
Resumo
A avaliação, ao ser utilizada para compreender as aprendizagens, é um dos elementos mais complexos e, ao mesmo tempo, fundamentais para a organização do trabalho pedagógico. No entanto, em nossa sociedade, ainda tem prevalecido a avaliação para fins classificatórios e meritocráticos, cuja realidade ainda é muito presente no contexto da Educação Básica e nas aulas de Química. Com a intenção de construir práticas de ensino e aprendizagem tendo a avaliação um papel formativo, o objetivo principal desta pesquisa é analisar a repercussão do uso de propostas de trabalho avaliativas em uma sequência didática do conteúdo de Ácidos e Bases de Arrhenius. A metodologia da pesquisa é de natureza qualitativa, e dentre as propostas de trabalho avaliativas utilizadas temos o uso de avaliação diagnóstica, do feedback, da autoavaliação, e das rubricas. Além disso, aplicamos um questionário para os estudantes e realizamos a validação da sequência didática por especialistas do Ensino Superior. Na busca de cumprir o objetivo de nossa proposta, realizamos o levantamento das concepções de avaliação presentes nas dissertações selecionadas no âmbito do PROFQUI – UFAL e, identificamos que, tem prevalecido o uso da avaliação com o intuito de verificar as aprendizagens, bem como sua relação com a nota. A aplicação da sequência didática em sala de aula foi desafiadora, pois impeliu ao docente pesquisador a rever aplicação de propostas de trabalho avaliativas previamente programadas e gastar um maior tempo com o acompanhamento dos estudantes. Porém, foram condutas tomadas que contribuíram positivamente para a apreciação das atividades realizadas pelos discentes, a possibilidade de aplicação de diversas propostas de atividades avaliativas o que, de certo modo, constituiu algo inédito a que ambos não estavam acostumados. A experiência com os estudantes foi positiva, e ficaram divididos quanto às propostas que mais tiveram facilidade e dificuldades, porém a maioria destacou que gostaria que a mesma proposta fosse repetida com outros conteúdos de Química. Com relação à apreciação das especialistas, identificamos a necessidade de reorganizar a sequência didática em formato de planos de aula, bem como a diminuição de propostas de trabalho avaliativas, e assim, o produto educacional foi ajustado em uma sequência didática de quatro aulas promovendo diálogo entre os conteúdos e as propostas de trabalho avaliativas, a partir das reflexões das especialistas e da prática em sala de aula do docente pesquisador. A guisa da conclusão, compreendemos que promover a aplicação das propostas de trabalho avaliativas em diversos formatos ganha uma abordagem promissora, uma vez que, nos possibilita rever a cultura avaliativa de nossa sociedade atual. Além disso, implica em repensar as possíveis adequações, já que neste modelo de sociedade encontramos salas de aula em que nos desmobilizam a promover um acompanhamento mais próximo a cada estudante e, de fato, vislumbrar seu processo e fazer os devidos ajustes. Mesmo assim, defendemos que a avaliação formativa é uma proposta que nos mobiliza a repensar o percurso de nossos estudantes, bem como do docente no trato dos conteúdos e, neste particular, nas aulas de química na Educação Básica.
