Cores, luz e reações: aprendendo química de maneira prática, acessível e divertida.
ACE B1 - cores.pdf
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Cores
Luz e
Reações
Aprendendo química de maneira
prática, acessível e divertida.
Apresentação do
livreto
Cores, Luz e Reações Químicas
Este livreto surgiu da necessidade de aproximar a
ciência do cotidiano dos estudantes, mostrando como
cores, luz e reações químicas se relacionam, por meio
de experimentos simples de baixo custo e acessíveis.
Autores:
José Cristiano Silva Junior
Guilherme Ferreira Rodrigues
Jeferson Santos Moura
Mario dos Santos
Paulo Alberto Lopes de Araújo
Wander dos Santos Sá
Orientadora: Amanda Luise Nascimento
Sumário
Metodologia de ensino (camaleão
Químico).....................................................................................................................4
Procedimento experimental, camaleão
Químico......................................................................................................................5
Metodologia de ensino (o uso do Açafrão como indicar)...........................6
Procedimento experimental, uso do Açafrão como indicar Químico....7
Metodologia de ensino produção de tintas naturais..................................8
Reagentes para produção das tintas naturais.............................................9
Equipamentos para produção das tintas naturais...................................10
procedimento experimental produção de tintas naturais.....................11
Metodologia de ensino:
O camaleão Químico
Qual a importância de realizar esse experimento?
Mostra a química acontecendo de maneira
concreta e atrativa, facilitando a
compreensão dos conceitos teóricos
VOCÊ SABIA?
No experimento do camaleão químico, as mudanças de cor
ocorrem devido à variação dos estados de oxidação do
manganês presente no permanganato de potássio.
Durante a reação com uma substância redutora, como o
açúcar, o manganês é gradualmente reduzido, e cada
etapa dessa transformação é acompanhada por uma
mudança de coloração.
Essas variações visuais evidenciam, de forma clara e
envolvente, as etapas de uma reação de oxirredução.
Metodologia de ensino:
O camaleão Químico
Objetivo
Demonstrar reações de oxirredução pela
mudança de cor do permanganato de potássio em
meio alcalino com glicose.
MATeRIAIS e reagentes
100 mL de água
Pequena quantidade de permanganato de potássio (KMnO₄)
1 colher de chá de hidróxido de sódio (NaOH)
1 colher de chá de glicose em pó (ou 5 mL de xarope de glicose)
Becker ou copo transparente
Bastão de vidro ou colher para misturar
Equipamentos de proteção individual: óculos, luvas e jaleco
Procedimento
experimental
1. Preparo da
solução alcalina
2. Adição da solução de
permanganato
Dissolva o NaOH em
aproximadamente 100 mL
de água
Adicione uma pequena
quantidade de KMnO₄ na
solução. A cor ficará roxa
intensa.
3. Adição de
glicose
4. Observar as
mudanças de Cores
Misture a glicose
à solução alcalina com o
permanganato e agite
suavemente.
A solução começará a
mudar de cor em etapas,
do roxo ao amarelo.
Metodologia de Ensino:
o uso do açafrão como indicador
químico
QUAL A IMPORTÂNCIA DO EXPERIMENTO?
O uso do açafrão como indicador ácido-base
aproxima a ciência do cotidiano e desperta a
curiosidade, incentivando a observação e a
investigação científica.
você sabia?
O açafrão é usado há séculos como corante
natural e, na química, é um indicador
natural que funciona sem precisar de
produtos de laboratório.
Metodologia de Ensino:
o uso do açafrão como indicador
químico
OBJETIVO
Investigar as mudanças de cor do açafrão (cúrcuma)
quando em contato com substâncias ácidas e básicas,
compreendendo seu uso como indicador natural de pH
Materiais e reagentes
1 colher de sopa de açafrão (cúrcuma) em pó
100 mL de álcool ou água morna
Pincel ou cotonete
Papel filtro, papel toalha ou cartolina branca
Substâncias ácidas: suco de limão, vinagre
Substâncias básicas: bicarbonato de sódio dissolvido
em água, detergente
Recipientes pequenos (copos plásticos ou potes de
vidro)
Procedimento
experimental
1. Preparo do
indicador
Misturar o açafrão com o
álcool (ou água morna) e
mexer até formar um líquido
amarelo intenso. Em seguida,
filtre o líquido para retirar o
excesso de pó.
3. Aplicação
no papel
Pincele ou mergulhe tiras de
papel filtro nas soluções
ácidas e básicas e deixe
secar.
2. Preparo da
solução alcalina
Dissolva o bicarbonato
de sódio em água.
Obs: Essa solução pode
ser substituída por
qualquer solução de
caráter básico.
4. Revelação
Borrife ou pincele a solução de
açafrão diluído e observe as
mudanças de cor quando entrar
em contato com soluções
básicas, como o bicarbonato de
sódio.
Metodologia de Ensino:
Estudo de solos com indicador
de repolho roxo
OBJETIVO
Investigar a acidez de diferentes amostras de
solo utilizando o extrato de repolho roxo como
indicador natural de pH
Materiais
1/2 Repolho roxo
Água quente
Liquidificador ou panela
Peneira ou filtro
Recipiente transparente
Procedimento
experimental
1. Preparo do indicador
Corte o repolho em tiras pequenas. Em seguida, ferva com água ou bata no
liquidificador com água quente. Coe a mistura, obtendo um líquido roxo, o
extrato indicador.
2. Avaliação do pH dos solos
Dilua uma pequena amostra do solo em água, adicione algumas gotas do
indicador e observe a mudança de coloração para avaliar o pH.
O indicador muda de cor conforme o pH do solo testado.
Metodologia de ensino:
produção de tintas naturais
caseiras ou orgânicas
objetivo
Desenvolver tintas naturais caseiras
utilizando pigmentos de origem orgânica,
de modo prático e acessível.
materiais
Espátula ou colher
Funil
Béqueres ou copos de plástico
Potes de plástico ou vidro (preferencialmente com
tampas)
Pincel
Folha de papel ou papelão
Metodologia de ensino:
produção de tintas naturais
caseiras ou orgânicas
reagentes
Pigmentos:
Amarelo: Açafrão em pó
Marrom: Cacau em pó ou pó de café
Preto: Carvão triturado ou pó grafite
Demais cores: corantes alimentícios.
Aglutinante:
Cola PVA, branca ou de silicone
Amido de milho
Líquido base
Álcool, vinagre ou suco de limão
Procedimento
experimental
2. Preparação
do aglutinante
1. Escolha do
pigmento
Misturar 2 colheres de sopa de
amido de milho com uma colher
de álcool, vinagre branco ou cola.
3.mistura do pigmento
ao aglutinate
4. Ajuste da
textura da tinta
Misture o pigmento com o
aglutinante até formar
uma pasta homogênea.
Ajuste a textura,
adicionando um pouco mais
de líquido se necessário.
5. Teste das tintas
Teste a tinta aplicando
um pouco com um
pincel sobre um papel.
Fotos da participação na Escola
Estadual Onélia Campelo
Fotos de participação no SInPETE
obrigado
Aos nossos queridos leitores,
expressamos nossos mais
sinceros agradecimentos e
dedicamos, com muita honra e
gratidão, esta obra a vocês.
Referências
FERREIRA, Eber Lopes. Corantes Naturais da Flora Brasileira –
Guia Prático de Tingimento com Plantas. São Paulo: Editora Etno
Botânica, 2018. Disponível em:
https://etnobotanica.com.br/livrocorantesnaturais. Acesso em:
08 Set. 2025.
CUNHA, Daniele Costa, et al. A importância da experimentação e
dos Jogos no Ensino de Química com base na BNCC: A utilização
do extrato de repolho roxo como indicador ácido-base para a
verificação do pH e a utilização do jogo caça palavras. Scientia
Naturalis, 2024, 6.2.
OLIVEIRA, Drielly ETB de, et al. Curcumina como indicador
natural de ph: uma abordagem teórica-experimental para o
ensino de química. Química Nova, 2021, 44.2: 217-223.
